Brasileño y Oriental, Rio-grandense y Argentino, piedras del mismo camino, aguas del mismo caudal.Hicieran, de tu señal,himnos de pátria y clarín, hasta el más hondo confín, bajo el cielo americano,de Osório-Artigas-Belgramo, Madariaga y San Martín! Fragmento do poema Milonga de Três Banderas, de autoria de Jayme Caetano Braun
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domingo, 10 de julho de 2011
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Nasceu o "guitarrero" .......
Assim como uma milonga, ponteada em 1ª e 2ª, simples é o que vou postar a seguir. Sencillo, pero verdad. Aí é eu vejo a dificuldade: falar coisas de fundamento sem usar extensas linhas e palavras rebuscadas. Andar sovando dicionário para compor rimas ricas em vocabulário e pobres de sentido. Não vou me alongar ...... nem posso fazer isso. A seguir transcreverei um regalo de um amigo ....... um regalo que me obriga a partilhar-lo pelo tanto que representa. Gracias Pantufa, amigo Rodrigo Menezes.
"Não se conhece o dia que el gaucho domou a guitarra. Sabe-se o dia sim, em que esta se fez atalho de tempo e distancia da querência. Neste dia nasceu ..... nasceu o guitarrero. Mais do que somente um homem, uma extensão desta prenda criolla. Completos são estes homens que num abraço de madeira conseguem expor suas almas em acordes de bordonas e primas." (Rodrigo Menezes)
domingo, 3 de abril de 2011
Imagens
Acho que já deveria ter escrito o que recém agora me dei por conta. Claro, para mim é familiar a imagem que ilustra o blog. Muito familiar. Tanto que me "olvidei" que aos outros é um lugar desconhecido. Não falar sobre ela é como não lhes apresentar uma pessoa conhecida, alguém de minha família. No alto à direita está o Cerro dos Cardosos ........... o ponto mais alto desse lugar que atende por "Rincão do Forno", 5º Distrito São Diogo, município de Sant'Anna do Livramento. É uma divisa de invernadas. Do lado de lá, invernada de cria, do lado de cá machos de "sobreano" e um lote de ovelhas com gêmeos. Nessa ocasião eu levava sal para os cochos. Diz meu pai, segundo meu avô: "em época de seca a gente leva o gado com sal e água". Sabedoria do campo, que não consta na grade currícular das faculdades. Nessa invernada da frente talvez eu tenha uma das imagens mais remotas de minha infância. Meu pai montando uma égua picaça com um pala azul, de franjas, e eu "adiante" entre suas pernas e a cabeça do basto. Nas "grotas" que aparecem lá adiante "melei abelha", derrubei casa de Camoatim e "saquei" cabo de relho e "ferrões", tomei água nas vertentes e as vezes que ajudei a parar esse rodeio nem lembro. Mas o tom de nostalgia é só para dar maior relevância a esse lugar. Porque eu ainda tomo água nessas vertentes e ajudo a parar esse rodeio. Ainda levo sal para o gado porque ainda fazem secas. As vacas do lado de lá da cerca já pariram e os sobreanos do lado de cá já foram pra invernada do 12, de onde deverão sair gordos nesse mês de Maio ........... assim como aqueles que meu avô apartava no rodeio do paraíso para se juntarem com a tropa que vinha do Alegrete. De fato ............ em época de seca a gente leva o gado com sal e água ............ se não fosse assim o Capim - Caninha que se vê nessa invernada não estaria engordando gerações .............. de bois e homens. A imagem está apresentada ........... e iguais a essa existem tantas outras .......... ficam na Pampa por sinal ...........
sexta-feira, 19 de novembro de 2010
O Herói Gaúcho!
Há dias que não escrevia nada neste espaço. Resultado da pressa cotidiana e as vezes da falta de inspiração que o ambiente urbano me proporciona ...... Mas esses dias me enviaram um convite ............ não veio à cavalo, como àqueles dos bailes de campanha. Veio pelo orkut. Tratava-se de uma comunidade que atendia pela alcunha de "Pampeanos". Entrei ..... não de chapéu e esporas colgados no cabo da faca e um colorado à meia espalda. Entrei no más ....... participei da tal comunidade. De pronto avistei um tópico que tinha o propósito de saber quem era de fato o verdadeiro herói do Rio Grande do Sul. Resolvi opinar ............ não como um Júlio de Castilhos, um João Francisco de Assis Brasil, ou um Getúlio Vargas. Opinei com minha escassa sabedoria e com muito de coração. Logo se sobressaíram dois candidatos nesse tópico: David Canabarro e Giuseppe Garibaldi. Defensores dos dois apareceram. Eu escolhi outros heróis ............ vários. Tantos quem nem sei o nome de todos. E de nada irá adiantar buscar seus nomes em livros, em praças, ou ruas. Eles não estarão nesses lugares. Não estarão em lugar algum. São anônimos............... Deixei de lado as convicções políticas e militares que os demais participantes dessa enquete escolheram. Como diria algum "antigo", contando um causo com um palheiro no canto da boca, .............. "busquei outra volta". Meu comentário no dito tópico dessa comunidade que falo foi o seguinte: "Creio que os verdadeiros heróis gaúchos são anônimos ........
São os laceiros negros ..... os peões que viraram militares durante as revoluções ..... os domadores que arrocinaram cavalos pra demarcar nossas fronteiras .......... os índios que nos legaram o sangue e o amor pela terra .............. nosso estado é único por isso ....... levantamos nossa bandeira independente de fronteiras, religião, ou políticas .......... antes de sermos brasileiros somos PAMPEANOS."

Encerrei o comentário com as mesmas palavras da primeira postagem deste espaço. É claro que não fiz essa afirmação acima esperando que viessem elogios e aplausos à minha pessoa. Mas nas postagem que se seguiram a discussão seguiu à cerca de David Canabarro e Giuseppe Garibaldi. E os meus heróis? Bom, nesses ninguém mais falou. Ninguém contra, ninguém à favor. Os meus heróis seguiram anônimos ............ e assim sempre serão ................. anônimos e Pampeanos.
E assim me veio à mente versos de Jayme Caetano Braun......

Encerrei o comentário com as mesmas palavras da primeira postagem deste espaço. É claro que não fiz essa afirmação acima esperando que viessem elogios e aplausos à minha pessoa. Mas nas postagem que se seguiram a discussão seguiu à cerca de David Canabarro e Giuseppe Garibaldi. E os meus heróis? Bom, nesses ninguém mais falou. Ninguém contra, ninguém à favor. Os meus heróis seguiram anônimos ............ e assim sempre serão ................. anônimos e Pampeanos.
E assim me veio à mente versos de Jayme Caetano Braun......
Por isso quando me apeio
Num cemitério campeiro
Eu sempre rezo primeiro
Junto a cruz sem inscrição,
Pois na cruz feita a facão
Que terra a dentro se some
Vejo os gaúchos sem nome
Que domaram este Chão.
Fragmento do poema Cemitério de Campanha,
de autoria de Jayme Caetano Braun.
sexta-feira, 24 de setembro de 2010
HOMENAJE A MOLINA CAMPOS
Este vídeo é uma homenagem à Molina Campos, com versos e interpretação do músico argentino Adrian Maggi.
Florencio Molina Campos: Um Pampeano
Eternizar o mundo que o rodeava ... poucos fizeram isso tão bem. Telas ricas em detalhes, que só um grande observador e conhecedor da Pampa poderia pintar. Florencio de Los Ángeles Molina Campos nasceu em Buenos Aires, Argentina, em 21 de agosto de 1891. Alternou sua vida entre a capital Buenos Aires e os campos de sua família, nas províncias de Buenos Aires e Entre Ríos. Em 1926 "en el Galpón de Palermo en la Sociedad Rural Argentina" expôs por primeira vez seu trabalho. Encantando pelas telas de Molina, o então presidente da Argentina, Marcelo T. de Alvear, lhe ortorgou, como prêmio, uma cátedra no Colegio Nacional Nicolás Avellaneda. Suas telas com traços peculiares ficaram famosas nos almanaques da empresa Alpargatas nas décadas de 30, 40 e 50, estampando, mês a mês, o dia-a-dia do homem rural. Quando Walt Disney, em 1942, montou uma equipe de desenhistas para elaborar uma série de filmes dos Estúdios Disney sobre o ambiente argentino, Molina Campos fora requisitado. Porém a sua identidade falou mais alto que as cifras do mundo cinematográfico. O pintor argentino não abriu mão de retratar fielmente o "gaucho", com sua tradicional autenticidade. Assim, a incompatibilidade com as extravagâncias dos americanos fizeram este notável pampeano renunciar o trabalho. Durante 10 anos também ilustrou almanaques para uma firma norte-americana, a Mineapolis - Moline, porém, sem modificar o traço característico das telas que o eternizaram.
terça-feira, 21 de setembro de 2010
A Região do Pampa
"Região plana entre montanhas". Este é o significado da palavra Pampa, que é de origem Quíchua, ou Quechua, uma importante família de línguas indígenas da América do Sul, falada na região central dos Andes e adotada como idioma oficial pelo Império Inca. O Quíchua até hoje está presente na forma de dialetos em países como Argentina, Perú, Bolívia, Colômbia, Equador e Chile. Até mesmo em nosso idioma temos influências quíchuas, como nas palavras gaúcho, poncho, rancho, cancha e outras.
A região do Pampa, ou da Pampa, se estende pelos territórios de Brasil, Argentina e Uruguai, cobrindo 63% do território do Rio Grande do Sul. Ecologicamente, é classificado como Bioma Pampa, ou Campos Sulinos e possuí uma diversidade de fauna e flora muito rica. Somente na parte brasileira são conhecidas 400 espécies de gramíneas, 385 espécies de aves e 90 de mamíferos terrestres.
Como podemos notar, o Pampa não coincide com as fronteiras políticas que nós conhecemos.Quando comemos um assado (ou churrasco) de carne bovina, ou ovina; quando escutamos uma milonga, um tango, ou uma chacarera; quando usamos uma bombacha e um par de alpargatas,e; quando chamamos nossa casa de rancho e mateamos pelo simples costume de matear, também não estamos dentro de nossas fronteiras políticas. Nossos costumes, culinária, expressões linguísticas, músicas e vestimentas são a prova de que nós também fizemos parte desse "bioma" e que por momentos somos mais Pampeanos que Brasileiros.
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Sentir al abrigo del Sol los recuerdos.
Crecer en la brisa que huele a poleo;
Ver que a las veredas asoman las sillas,
Buscando aire fresco...
Qué lindo chamigo, estar de regreso!
Con flores de campo y aromas de huerto.
Prenderme un ramito de amor en el pecho
Y hambriento de estrellas, mirando la noche,
Llenarme de cielo...
Volver a mi pueblo es sentir que lo quiero.
Notar que la vida se agranda en el pecho.
Entender de pronto quién soy y confiado;
Mirar a la gente a los ojos, creyendo...
Saber que a mi tierra por siempre me debo
Y darle en un canto mi voz y mis versos.
Vivir el milagro de ver que de a poco
Devuelvo lo mucho que me dio mi pueblo...
Qué lindo chamigo, andar hoy de nuevo
Las calles tranquilas bajo el Sol pueblero!
Llegar al arroyo que guarda mis sueños
Y desde la orilla, llorar con los Sauces
Y arder en los Ceibos...
Qué lindo chamigo, volver a mi pueblo!
Sentarme el domingo a charlar con los viejos
Vivir sin la urgencia implacable del tiempo,
Tomando unos mates, beberme de a sorbos
La vida en mi pueblo...